segunda-feira, 27 de maio de 2013

Apoie e Assine a proposta de COTAS RACIAIS nas Universidades Públicas de SP

De: Frente Pró Cotas Raciais do Estado de SP:




Amigas e amigos, LEIAM E COMPARTILHEM !

Nos últimos meses o movimento negro e os movimentos sociais, organizados na FRENTE DE LUTAS PRÓ COTAS RACIAIS DE SP se dedicaram a uma ofensiva para exigir a aplicação desta política nas Universidades Públicas Paulistas.

Na contramão do anseio popular, o governador Alckmin, em conjunto com as reitorias de USP, Unesp e Unicamp apresentaram o PIMESP-Programa de Inclusão por Mérito, que nem de longe atende as reivindicações históricas de democratização do acesso.

Imediatamente reagimos. Formulamos o Manifesto a Favor das Cotas e contrário ao Pimesp. Provocamos as forças populares na Alesp e sobretudo, promovemos um amplo debate no seio das universidades e da sociedade como um todo.

Como fruto desse processo, em comum acordo com o grupo de parlamentares favoráveis às Cotas, estabelecemos um Grupo de Trabalho composto por representantes da sociedade civil, cuja tarefa seria a elaboração de um novo texto que servisse de substitutivo ao PL de Cotas 530/04.

Após 2 meses de trabalho, encerramos essa etapa e apresentamos à sociedade civil organizada a proposta de PL de Cotas elaborada e, a partir da agora, defendida pelos Movimentos.

A apresentação do texto aos parlamentares da ALESP está pré-agendada para dia 4 ou 5 de junho (a confirmar). Até lá pedimos a adesão das diversas organizações, movimentos, ong's, sindicatos, partidos, igrejas, grupos e associações, bem como assinaturas individuais de lideranças sociais e politicas, religiosos, intelectuais, artistas, esportistas, etc.

A presente proposta, que seguirá à ALESP para os trâmites normais, será também objeto de uma ampla campanha estadual de PL de Iniciativa Popular que visará agregar 300 mil assinaturas, maneira pela qual será feita a pressão popular para que a ALESP aprove as Cotas.

AS ADESÕES E APOIO devem ser direcionadas ao e-mail: frenteprocotassp@gmail.com

Anexo segue o PROJETO DE LEI DE COTAS e sua respectiva JUSTIFICATIVA para seu estudo e adesão.

Muito axé para nossas lutas! Venceremos!

LEIA AQUI A PROPOSTA DOS MOVIMENTOS - PL COTAS


LEIA AQUI A JUSTIFICATIVA DOS MOVIMENTOS - PL

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Relatório da Anistia Internacional aponta: Estado racista, polícia assassina!

Mais uma vez uma instituição de grande respeitabilidade internacional aponta o que o movimento negro e movimentos sociais denunciam há décadas: O genocídio da juventude negra no Brasil.

Só em São Paulo, como aponta o Relatório da Anistia Internacional, 90 pessoas foram assassinadas pela polícia só no mês de Novembro de 2012. Números da própria Secretaria de Segurança Pública apontam que policiais militares mataram em serviço cerca de 600 pessoas em 2012, mais do que em 2006, durante os crimes de maio, quando 495 pessoas foram mortas. Em média, a PM-SP mata uma pessoa a cada 16 horas. Nesse mesmo período mais de 13 mil pessoas foram encarceradas.

A polícia mata em nome do Estado, legitimada pela grande mídia e chancelada pela maior parte da sociedade que, por ignorância ou perversidade, apoiam políticas de repressão.

Entre 2001 e 2011, as polícias de São Paulo mataram 5.591 pessoas – uma média de 508 civis por ano. Outras 1218 vítimas foram mortas por policiais fora de serviço que interviram ou reagiram a alguma situação enquanto estavam no período de folga. São quase 7 mil assassinatos em 10 anos, uma média de 680 ao ano, o que equivale a 3 tragédias de Santa Maria todo ano, mas com vítimas majoritariamente pobres e negras.

Em São Paulo, o Comitê de Luta Contra o Genocídio da Juventude Negra, frente que agrega dezenas de organizações sociais, familiares de vítimas e movimento negro, bem como grupos similares em diversos Estados brasileiros, vêm denunciando sistematicamente a violência policial e a atuação de milícias nas regiões periféricas em todo o país. Entre as diversas reivindicações, exigem a criação de uma CPI das polícias e milícias, além do impeachment de Alckmin por crimes de responsabilidade e desrespeito aos direitos humanos.

E o que vai mudar, agora que uma vez mais, a Anistia Internacional explicita ao mundo que o Estado Brasileiro não apenas é passivo diante da violência, mas é sim promotor do extermínio, e por isso genocida?

Quem chora essas mortes? Quem se importa com as chacinas cotidianas? Por que o corpo negro espancado, ensanguentado e morto não sensibiliza a sociedade?

Porque não reagimos, em massa, à Barbárie? 

Vivas à República democrática verde e amarela! 

Vivas à Democracia Racial brasileira.





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Anistia Internacional: repressão afeta mais jovens negros no Brasil
De acordo com o Relatório O Estado dos Direitos Humanos no Mundo lançado pela Anistia Internacional, os jovens negros são de forma desproporcional as principais vítimas, principalmente nas regiões Nordeste e Norte

Publicação: 22/05/2013 20:43 Atualização:

Rio de Janeiro - Apesar da melhora na situação sócioeconômica do país, a incidência de crimes violentos continua alta no Brasil, segundo o Relatório O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, lançado nesta quarta-feira (22/5) pela Anistia Internacional.

De acordo com o documento, os jovens negros são de forma desproporcional as principais vítimas, principalmente nas regiões Nordeste e Norte. Segundo o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, o país vive uma situação de quase extermínio de uma parcela da população.

“Em 2010, quase 9 mil jovens entre 9 e 19 anos foram mortos, de acordo com o Mapa da Violência, foram vítimas de homicídio. Estamos vivendo uma tragédia de proporções inacreditáveis, isso equivale a 48 aviões da TAM caindo todo ano cheio de jovens: crianças e adolescentes. Outro recorte mostra que uma parcela enorme, cerca de 50%, é homens negros que estão morrendo. Claramente, há uma situação que combina diversos fatores, violência institucional, número de armas que circulam, racismo, acabam vitimando um certo perfil de pessoas ”.

Roque lembrou que uma recomendação do Conselho Nacional de Defesa da Pessoa Humana, de novembro passado, pede o fim do auto de resistência, mas poucos estados implementaram.

“Nós continuamos a ter, ainda hoje, apesar de algumas mudanças e alguns avanços, um padrão de segurança pública, um padrão de ação dos agentes que deveriam trazer segurança para a população, marcado pela violência, por uma percepção de que se está em uma ação de guerra, em que se suspende o marco legal e você pode fazer o que quiser. Isso tem sido uma tônica no modo como a polícia atua não só no Rio e em São Paulo, mas em muitas outras situações no Brasil”.

O relatório ressalta que o governo lançou em setembro o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra, chamado de Juventude Viva, porém cortou pela metade os recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

O documento aponta que políticas, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro, contribuíram para a diminuição no número de homicídios. Porém, a ação de milícias em muitas favelas continua, principalmente na zona oeste da cidade.

Em São Paulo, o número de homicídios aumentou 9,7% entre janeiro e setembro de 2012, de acordo com o relatório. Apenas em novembro passado, 90 pessoas foram mortas por policiais no estado. A explicação seria o aumento dos confrontos com organizações criminosas. Em maio, três policiais da tropa de choque Rota foram presos acusados de executar um suspeito.

Outro problema apontado pela Anistia Internacional é o número de presos, que continua aumentado. Atualmente, segundo a entidade, faltam 200 mil vagas no sistema carcerário brasileiro.

Leia mais:


domingo, 19 de maio de 2013

Justiça absolve policiais no caso do motoboy. MP diz que vai recorrer | AfroPress

Justiça absolve policiais no caso do motoboy. MP diz que vai recorrer | AfroPress


Da Redação

S. Paulo – Os policiais militares Carlos Magno dos Santos Diniz, Ricardo José Manso Monteiro, Márcio Barra da Rocha e Alex Sandro Soares Machado, acusados de matar o motoboy Alexandre Menezes, espancado até a morte no dia 08 de maio, véspera do dia das mães de 2010, foram absolvidos da acusação de homicídio triplamente qualificado.
Por quatro votos a três, os sete membros do Conselho de Sentença composto por dois homens e cinco mulheres, aceitou a tese da defesa de que, os policiais teriam agido no estrito cumprimento do dever legal e que, no caso de se reconhecer a prática do homicídio, deveriam receber penas equivalentes ao homicídio culposo (ou seja, que a morte teria ocorrido por mero acidente), e não doloso - quando há intenção de matar. O Ministério Público prometeu recorrer da decisão e deverá pedir novo julgamento.
A decisão anunciada, por volta das 21h de sexta-feira (17/05), após dois dias de julgamento no Fórum da Barra Funda, provocou a revolta e a indignação da família do motoboy, que abandonou o recinto, antes mesmo da leitura da sentença. “Que Justiça é essa, meu Deus? O que eu vi e o que vivi naquele dia, eu sei. Essa Justiça não existe”, foi como reagiu a mãe do motoboy, Maria Aparecida Menezes, Dona Cida. Segundo ela, a sensação é como se o filho estivesse sendo morto pela segunda vez.
Os quatro acusados também respondiam pelo crime de fraude processual por terem plantado uma arma de fogo na cena do crime para simular que Alexandre estaria armado.
O caso
O assassinato do motoboy aconteceu na madrugada de 08 de maio de 2010, quando ele voltava para casa após terminar o trabalho como entregador de pizza. Segundo Dona Cida, o filho deixou a pizzaria por volta das 2h da madrugada e seguiu para casa de um primo. Na volta, a 200 metros de onde morava na Rua Guiomar Branco da Silva, Cidade Ademar, Zona Sul de S. Paulo, foi abordado por policiais porque a moto que dirigia estava sem placa. Na verdade, segundo Dona Cida, a moto era nova e o emplacamento já estava agendado.
Injustiça e impunidade
De acordo com testemunhas, o motoboy teria ignorado o alerta e conseguiu chegar até a frente da casa, onde foi alcançado pelos policiais, espancado a socos e pontapés e asfixiado na presença da mãe que, aos gritos, tentou, no desespero, livrá-lo das mãos dos algozes. O rapaz ainda chegou a ser encaminhado ao Hospital Sabóia, mas já chegou sem vida.
Alexandre deixou um filho, Thiago, agora com seis anos, e a viúva, Flaviana Cosmo de Oliveira. O motoboy não tinha passagem pela Polícia e os laudos comprovaram que não tinha bebido nem usava drogas.
O padrasto do motoboy, Valdomiro Gonçalves, disse que a reação da família é de espanto pela decisão que assegura a impunidade dos acusados pelo crime. “Todos estamos arrasados. A sensação que temos é de decepção, de derrota, e só podemos dizer que a impunidade continua prevalecendo neste país. Ao final prevaleceu a tese da defesa que colocou Alexandre como único responsável pela própria morte”, afirmou.
Indenização
O caso teve enorme repercussão, à época, na mídia, e o Governo do Estado decidiu indenizar a família do motoboy. O governador em exercício, Alberto Goldman, assinou decreto autorizando o pagamento, cujos valores foram mantidos em sigilo.
A mesma repercussão, porém, não se repetiu agora: a mídia ignorou o julgamento dos acusados e o caso está sendo noticiado apenas por Afropress e por meio de posts nas redes sociais. 

O Cursinho Comunitário...




A cada sábado me apaixono mais pelo Cursinho Comunitário da UNEafro onde ajudo.

E assim estou há 14 anos...

Saudades e gratidão pelos que passaram...

Alegria e satisfação pelos que hoje estão!

E o Tomaz Amorim me diz: "Que lindo hoje, se continuar assim já já será autônomo..."

Que lindo sempre!

E pelos próximos 14, 20, 50 anos... e quantos forem necessários

Até que não precisemos mais de cursinhos...

Axé!


Debate Pimesp x Cotas Raciais na UNICAMP

Muito produtivo e qualificado o debate sobre o Pimesp (Programa de Inclusão por Mérito), Muito produtivo e qualificado o debate sobre o Pimesp (Programa de Inclusão por Mérito), formulado pelo Governo Alckmin para as Universidades Estaduais Paulistas e seu paralelo com as Cotas Raciais, defendido pelos movimentos negros e Sociais, nesta quinta feira 16/05, na Unicamp
 
Estão de parabéns o Núcleo de Consciência Negra e o DCE da Unicamp que, além de trabalhar em torno dos problemas dos estudantes da universidade, se dedicam também à luta pelo acesso de jovens negros e pobres aos bancos universitários. Os estudantes do Cursinho Popular do DCE também marcaram importante presença no debate.
 
Que orgulho desse povo de luta Maurício Gabriel Dos Santos, Mariana Santos de Assis, Mariana Pimentel, Teófilo Reis, Cinthia Vilas Boas, Reginaldo Bispo, Ronald, a galera do DCE da Unicamp e do Núcleo de Consciência Negra...  galera de altíssimo nível no debate e na mobilização!

Parabéns pra nós e seguimos na luta por Cotas Raciais em SP.









V Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e de Direitos Humanos


O Comitê de Luta Contra o Genocídio da Juventude Negra foi um dos contemplados... e recebemos com orgulho, mas com o desejo de deixar de existir.

Até quando será necessário se organizar e lutar pelo direito que, de tão elementar deve se garantir aos bichos, às flores, às águas...

Que mundo é esse que nos obriga a ter que lutar e gastar anos precisos de nossas vidas suplicando pelo que há de mais natural no planeta: a vida!

Que normalidade é essa, que naturaliza a desgraça cotidiana, as vezes de cinza e fuzil, outras vezes de terno, gravata e caneta, todas letais.

E enquanto escrevo, mataram mais um.

Queria dizer isso ontem.

Mas travei. A emoção sufocou as palavras.

Obrigado aos organizadores do V Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos.

Obrigado Adriana de Cássia Moreira, de quem tivemos a honra de ser presenteados!

Porque loucura é aceitar o mundo como ele é.

Bjs de axé!


O Comitê de Luta Contra o Genocídio da Juventude Negra, Pobre e Periférica de SP foi um dos 13 premiados do V Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e de Direitos Humanos de 2013. A cerimônia de premiação aconteceu em 19 de maio, no auditório da biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo. O prêmio foi criado em 2009 e tem como objetivo dar continuidade à luta de Austregésilo Carrano por uma mudança nas condições de tratamento de pessoas em sofrimento mental, fazendo valer a Lei nº 10.216/2001 da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Carrano, cuja história foi contada no livro O Canto dos Malditos e no filme Bicho de Sete Cabeças, foi internado aos 17 anos pelo pai, que encontrou um cigarro de maconha em sua mochila. No manicômio, recebeu choques, torturas e tratamentos subhumanos. Por isso foi, até a sua morte, em 2008, foi um incansável defensor da Luta Antimanicomial no Brasil. 

O troféu é entregue anualmente a pessoas e instituições que com sua arte, ações e atitudes contribuem com os dois temas do prêmio, que manifestam e denunciam sua indignação com quaisquer violações dos Direitos Humanos, especialmente no que se refere às pessoas em condições de sofrimento mental. A entrega do prêmio, que em 2012 homenageou o escritor Lima Barreto, foi marcada por apresentações artísticas e muita emoção.


13 de Maio, Abolição para quem ?

Há 125 anos uma Lei reconheceu a realidade: 

A escravidão já não fazia mais sentido para os interesses do grande capital.

E para o novo "sistema" que nascia, africanos e seus descendentes, outrora fundamentais na engrenagem lucrativa de produção, seriam então secundários.

Democracia? Cidadania? Direitos Humanos, Sociais e Políticos? Para quem?

Escola, Emprego, Cultura e Religião.. para quem?

Polícia, cadeia, chibata - depois cassetete, camburão... para quem?

Palacetes, bailes de gala, café quente, casa do imigrante... para quem?

Limpar fosso, manutenção no trilho, cabeça baixa, batuque escondido... para quem?

Passados 125 anos...

O passado passou? Para quem?

13 de Maio no Jornal da TVT

Registro histórico do Ato de 13 de Maio de Luta, em São Paulo.

Estudar e lutar - UNEafro nas ruas de São Paulo

ATO do 13 de Maio de LUTA mobiliza centenas de estudantes em SP




Lembrar o 13 de Maio de 2013 com muito estudo e muita luta! Essa foi maneira pela qual a UNEafro-Brasil se organizou para celebrar os 125 anos da inacabada abolição da escravidão e lembrar suas consequências para o país e o povo negro A atividade foi iniciada pela manhã de sábado, dia 11 de Maio de 2013, no Auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo, e nesse período reuniu cerca de 400 estudantes de diversos Núcleos de Cursinhos Comunitários da UNEafro, além de coordenadores, professores e ativistas. Nesse período foram promovidas Oficinas de Atualidades que abordaram temas de muita relevância social e que, para além de seu caráter social, muito provavelmente serão temas de questões e redações do ENEM e outros vestibulares.





Convidados

O Professor Silvio Almeida, Advogado presidente do Instituto Luiz Gama e da Frente Pró-Cotas SP abordou a questão do acesso à Universidade, Pimesp e Cotas; 



Camila Gibin do Coletivo Anastácia Livre, tratou da questão da Violência, Encarceramento, Genocídio da Juventude e Maioridade Penal. Para completar, contamos também com três importantes lideranças Caciques das Tribos Guarani Kaiowá que, a convite do Tribunal Popular, vieram direto do Mato Grosso do Sul para dividir com os estudantes da UNEafro o seu emocionante cotidiano de lutas e resistência.
Logo após as aulas expositivas, os estudantes se concentraram na quadra do Sindicato, onde organizados em grupos, lancharam e ao mesmo tempo, conversaram sobre os conteúdos tratados. A partir daí produziram dezenas de cartazes com palavras de ordem, reflexões e reivindicações que mais tarde, coloriram as ruas do centro de SP.





A marcha do 13 de maio de Luta

A parte da tarde reservava ainda mais energia! Convocada pela UNEafro-Brasil, Círculo Palmarino, MNU, Mães de Maio, Núcleo de Consciência Negra USP, Movimento Quilombo,Tribunal Popular, Levante Popular, Instituto Luiz Gama e Rompendo Amarras, A Marcha do 13 de Maio de Luta reuniu mais de 600 pessoas que ocuparam as ruas do Bairro da Liberdade e seguiram em uma linda caminhada pelas ruas do centro, até a Praça da Sé, tudo isso fortalecido e animado pelo com contagiante do Grupo MARACATÚ BOYGI, da Cidade de Mogi das Cruzes. Na Sé, por cerca de uma hora, lideranças dos diversos movimentos sociais e do movimento negro abordaram a temática da realidade do negro no Brasil. O ATO político foi encerrado com a leitura da Carta do 13 de maio de luta à Sociedade, elaborada pelos movimentos:


13 de maio é dia de luta! 

Em 513 anos de história oficial, o Brasil viveu mais que dois terços deste período em regime de escravidão. Enquanto que os últimos 125 anos de República foram recortados por duas ditaduras e lapsos de uma dita democracia que não garantiu direitos de cidadania à maior parte da população. Em especial à população negra resta uma situação de penúria social e violência cotidiana similar aos primeiros dias da Abolição, que continua incompleta e inacabada. Por isso lutamos!

Nunca vivemos uma abolição verdadeira. Ao contrário, o que vivenciamos em plena vigência do que chamam de “estado democrático de direito”, tem sido um aprofundamento da exploração, da falta de direitos básicos, da exclusão econômica, além da criminalização e da violência generalizadas, Por isso exigimos:

  • Direito à vida e à liberdade Reparação histórica à população negra brasileira
  • O Fim do Encarceramento e do Genocídio da Juventude Negra
  • Não aceitaremos a Redução da Idade Penal
  • O Fim da violência Racista, Machista e Homofóbica
  • Cotas Raciais nas Universidades Paulistas
  • Efetivação das Leis que instituem a história da África, dos negros e indígenas nas escolas
  • Respeito ao território e à cultura Quilombolas e Indígenas
  • Investimento em educação, do fundamental ao superior, valorização e respeito aos professores
  • Indenização justa aos familiares de vítimas da Polícia
  • Investigação dos Grupos de Extermínio
  • Canais seguros para denunciar violência
  • Fim da Operação Delegada e Operação Saturação em SP









Veja mais fotos no Facebook: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.247112588763551.1073741826.133358193472325&type=1

Salve Geral !

Estudar e Lutar!



13 de Maio é dia de luta.

10 de Maio 2013







Contestada, Apeoesp dá a Greve por encerrada em SP

10 de Maio 2013

A greve teve fim.

Mas barbárie na educação e a luta, continuam!


sábado, 18 de maio de 2013

DOCUMENTÁRIO DA UNEAFRO-BRASIL

Gaste meia hora e conheça o trabalho da UNEafro-Brasil

COTAS. Essa conversa não é como você

Otimismo?


"... Nós apoiamos, somos a favor da redução da idade penal!

PSC - O ser humano em primeiro lugar ! "

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Sabe o que é o pior?

É que ELES SABEM que podem dizer as coisas mais absurdas, desconexas, incoerentes do 
mundo... 

Confiam, tem certeza que não vamos perceber... tão menos reagir...

Onde tá... onde tá... cadê meu otimismo?

1 de Maio de Luta 2013 - TV Brasil

No 1o. de Maio e Luta da Praça da Sé, movimentos sociais e populares defenderam o serviço público e o fim do que eles chamaram de "genocídio da população negra e pobre das periferias".

Na luta do povo, ninguém se cansa!


Visita ao Memorial da Resistência com estudantes


Trabalho muito. São 13 turmas de 40 alunos, em média.

Ganho menos do que preciso para viver, cuidar dos meus filhos e dos meus pais.

Sou "categoria O", ou seja, tô fodido. Por isso estou de greve!

Não sou culpado nem inocente, sou Professor. E amo a profissão que escolhi.

Poucas são, portanto, as oportunidades de felicidade na atribuição das minhas funções...

Esse dia, em visita ao Memorial da Resistência, ao lados dos meus amigos de sala de aula, foi um deles.

Um abraço às minhas colegas Heloisa Santos e Silvia Gomide, pela companhia.

Um bj no coração dessa mulecada do 3A do Nanci Cristina. 

Axé!










1 de Maio em São Paulo - por Rapper Edmilson Santos

Belo trabalho do compa do Rio de Janeiro, o Rapper Edmilson Santos.

Registro do 1 de Maio em São Paulo


Da Servidão Moderna - Vídeo dublado

Este filme faz uma crítica à sociedade atual, para conhecer uma alternativa assista ao documentário Paraíso ou Esquecimentohttp://www.youtube.com/watch?v=dp51LS...


A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários. O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.

Site oficial: http://www.delaservitudemoderne.org

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Racismo, cabelos, cotas e muito mais!


Estivemos Luciete Silva (Círculo Palmarino) e eu no segundo Desculpe a Nossa Falha de 2013, em Janeiro de 2013, na #posTV, onde, sob comando do grande LINO BOCHINNI, falamos sobre o racismo velado no Brasil, cabelos alisados, do protesto-invasão do Shopping Higienópolis, cotas e violência contra a população negra.

Para quem gosta do tema, vale muito a pena!





Debate sobre Cotas na Câmara Municipal de São Paulo


Em 29/04, debatemos o Programa de Inclusão com Mérito (PIMESP) de Alckmin, na Câmara Municipal de SP.
 
O convite partiu de Toninho Vespoli (PSOL), em Audiência Pública convocada por Orlando Silva(PCdoB) e Reis (PT).

Todos juntos para derrotar Alckmin em seu plano de manter negrose pobres fora das universidades paulistas;

Todos juntos pela construção de uma Lei de Cotas Raciais para USP, UNESP, UNICAMP e FATEC's !


Grupos de extermínio agem em SP

PMs são presos por participação em grupos de extermínio em São Paulo.

O que falta para dar um basta em Geraldo Alckmin?

Impeachment por crime de responsabilidade já!

 

De que lado você está?


29 de Abril 2013

Em uma greve só existem 2 lados:

O lado dos que apoiam os patrões, no caso dos professores de SP, o Governo Alckmin do PSDB, e continuam a obedecê-lo furando a greve e trabalhando "normalmente";

E o lado dos que fazem a greve, os que param suas atividades "normais" para se dedicar a melhoria de condições de trabalho, melhores salários para todos os professores (inclusive para aqueles que não lutam) e principalmente por uma educação pública gratuita e de qualidade para nossos jovens.

E VOCÊ, DE QUE LADO ESTÁ?

HOJE é segunda-feira e eu NÃO VOU PARA A SALA DE AULA!

A GREVE CONTINUA!

Pedagogia da luta!


A Luta é pedagógica!

Orgulho dos meus amigos do 3o.A do Nanci Cristina...
E quanto mais confusão melhor!


Acabaram com a infância?


Independente do gosto musical, eu respeito o Funk atual por ser uma expressão do contexto social em que vivemos... e não vejo muita diferença, em conteúdo, para o Sertanejo Universitário por exemplo... aliás, a música e as artes como um todo costumam ser, quase sempre, expressão do momento e do contexto...

E leio também como uma forma de rebeldia anti-machista, mesmo que inconsciente, algumas letras e danças praticadas pelas meninas...

Mas não posso esconder que preferiria ver as crianças brincado de roda, esconde-esconde, mãe da rua, cabra-cega, pulando corda...

O capital e seu mundo desgraçado destruíram a infância?

Acabaram com a infância?

É o fim da infância?

E o que isso tem a ver com a ideia de redução da idade penal?

Ora, dizem os reaças: "Se tem idade pra rebolar e descer até embaixo; se tem idade para cantar palavrões e obscenidades, tem que pagar pelos seus crimes sim! Tem que ir preso sim! Afinal... já sabem muito bem o que estão fazendo..."

Que triste!

Sem palavras...


Tudo normal ?

01 de Maio 2013


"Mas professor, os outros não pararam. Vai ter aula normal!"

Está tudo normal!

A aula - normal;

Alunos e professores indo pra escola por obrigação - normal;

Professores comendo pó de giz e alunos dormindo ou mergulhados no celular - normal;

Tráfico dentro da escola e o moleque fumando uma maconha no banheiro - normal;

O lucro dos bancos e empreiteiras - normal;

O alto salário dos políticos já enriquecidos com dinheiro do povo - normal;

A polícia matando e prendendo os pretos e pretos - normal;

O Alckmin propondo a redução da idade penal e 90% da população apoiando - normal;

A corrupção, o hospital público sem médicos, o posto de saúde sem remédios, a Tammy Gretten rebolando na novela e o Neymar ganhando R$ 2 milhões por mês - normal;

A Favela, a periferia, a palafita - normal;

A favela incendiada, a periferia abandonada, a palafita alagada - normal;

O exército ocupando o morro, o Choque desocupando o prédio ocupado, a PM jogando na rua os índios - normal;

A mulher estuprada, o gay espancado de madrugada e o homem tomando cerveja gelada - normal;

Feliciano na Comissão de Minorias; Telhada na de Direitos Humanos e Ronaldo Caiado na de Quilombolas - Normal;

A Desigualdade - Normal;

O Desemprego - Normal;

A Violência - Normal;

Continue aí vivendo essa "vidinha normal" que o sistema te impõe.

Até que acorde em meio ao pesadelo.

Normal é lutar!

* Adaptado para leitura no 10. de Maio da Sé - 2013.

Aos meus alunos - Sobre a Greve.


A normalidade nos prejudica.

Graças a greve de 2 professores, a escola inteira, inclusive os alunos, estão debatendo,pensando, formando opinião, discutindo os pros e os contras.

Só o fato de estarem pensado no assunto e refletindo sobre a Greve, seus porquês e suas consequências, vcs já estão aprendendo mais do que em um mês de aulas "normais".

Lembre-se, desconfie de tudo que parece habitual, normal, porque não é!

"Se eu não for serei prejudicada/o".

Ora, somos prejudicados com aula ou sem aula, o fato é descobrir pra que serve, se está sendo frutífero para nós e para a sociedade a escola funcionar "normalmente".

Qual a função da escola?

Ela está cumprindo seu papel?

Qual a diferença entre funcionar como está ou não funcionar?

Arriscamos para melhorar ou nos acomodamos com o que temos?

São só perguntas pra gente pensar...

Sobre a Greve dos Professores de São Paulo

22 de Abril 2013


LEIAM!

É leitura obrigatória, esse brilhante texto do meu colega de trabalho professor de filosofia Claudio Domingos Fernandes.

Me perdoe professor, por reproduzir seu texto sem autorização. Mas é para bem do País!
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Caros Professores

I - Narra a Sagrada Escritura que durante a travessia do deserto, após terem sido libertados do cativeiro, os Filhos de Abraão murmuravam contra Moises e Aarão: “Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar! Tu nos trouxeste ao deserto, para matar de fome a toda esta multidão”.

II - Parece que Gilberto Freire colocou na boca dos negros após a sanção da Lei Áurea as mesmas queixas. “Uma vez libertados do cativeiro, mas deixados à própria sorte, muitos preferiam as chibatas que a liberdade, pois no cativeiro não faltava angu”.

Eu tenho um respeito enorme pelos professores que não paralisarão suas atividades neste período de greve. No entanto, somente por aqueles que estão plenamente contentes e realizados; que nos últimos anos não se sentiram humilhados, destratados, desrespeitados, desvalorizados por governadores, secretários, diretores, coordenadores, alunos, pais de alunos, e companheiros de profissão; que aplaudem e defendem sem ressalva a política educacional implementada neste Estado; que estão contentes com o desempenho de seus alunos, vítimas do sistema de aprovação, da estrutura de sua escola, das condições em que seus professores trabalham; que trabalham com satisfação e sentem que ser professor é uma vocação que merece sacrifício e humilhação e, por isso, trabalham três períodos e acumulam cargos por convicções firmes que com tal sacrifício estão construindo um mundo melhor; que aceitam incondicionalmente, um índice de 2,1% de reajuste. A vocês professores, eu só posso dizer parabéns! Eu os invejo! Continuem firmes! 

Aos demais que continuam suas atividades, não obstante todo seu descontentamento, sua desmotivação, sua indignação e seus murmúrios surdos, meu obsequioso silêncio. Já sois por demais destratados, não quero ser mais um a humilha-los.
Mas não posso deixar de tecer algumas considerações. 

Eu não me sinto representado pela APEOESP, sei que muitas de suas manobras são políticas. Por isto, respeito o legítimo receio às intenções da APEOESP. No entanto, há momentos que temos que nos manifestar e assumir posições claras. E está não é uma luta da APEOESP, esta é uma luta minha: Professor, não sindicalizado, que não pertence a partido político nenhum. Eu não entro todos os dias em sala de aula, eu não corro de uma escola a outra, eu não cumpro três jornadas, eu não sou categoria “O” ou “F”. Eu não sei, portanto, de sua dor e de suas angustias. No entanto, sinto-me desmotivado, desvalorizado, humilhado (oferecer dezoito centavos de reajuste por hora aula é humilhar-me, oferecendo-me esmola). Mesmo não sendo sindicalizado, mesmo não confiando na APEOESP eu assumo esta luta, pois diz respeito a minha vida, a minha atividade e para o bem ou para o mal vai refletir sobre mim. Querendo ou não já fui envolvido.

Lá na frente, pode ser que não alcancemos o almejado, pois esta é uma luta sem garantias. No entanto, entrar em sala de aula é assumir que estamos de acordo com o projeto político pedagógico deste governo, com sua política de desmantelamento do ensino público, com a desvalorização do profissional de educação, com sua defesa de que o fracasso de nossos alunos é responsabilidade apenas nossa que não sabemos ensinar o que justifica recebermos o que recebemos: migalhas
Quando estamos sobre fogo cruzado, temos que optar com quem fazer aliança. E neste momento ou eu engulo tudo aquilo que o governo vem propondo, ou eu assumo o risco de confiar numa entidade que diz me representar. O receio quanto ao futuro é legitimo, pois o temor é uma virtude. No entanto, não arriscar um movimento se quer; não esboçar reação alguma, com o medo de se perder o que não está garantido (que garantias o governo está oferecendo? Quantas garantias já foram perdidas nos últimos anos? O que temos ganhado com nosso assentimento tácito a cada nova proposta deste governo?) é condenável. 

Retomo: A você professor que acredita que lecionar é vocação e abraça por amor tal atividade. BOA AULA! Aos demais, meu silêncio obsequioso: O governo e a sociedade já os humilham demais!

CLAUDIO DOMINGOS FERNANDES