domingo, 16 de outubro de 2011


Auto Crítica


Vamos debater opressões?
Uma mesa de reflexão, três opções:
Opressão de gênero, fundamental
Racismo, da desigualdade é estrutural
Homofobia e afins, violência tida como natural
Convidadas:
Mulher branca, militante feminista
Homem negro do movimento africanista
E outro homem, homossexual, ativista
Onde?
No Centro Acadêmico
No Sindicato
No Partido
Nos movimentos do campo ou da cidade
Importância:
Um setorial
Um coletivo
Uma atividade
No máximo uma secretaria
Tratamento de câncer na perfumaria
Debate paralelo, sempre submetido
À logica do economicismo.
Que merda!
A desigualdade de agora é o resultado do escravismo que meu povo herda.
Cegueira:
A cultura machista e patriarcal de uma vida inteira, desde a história primeira
À minha direita, enxergam bem: o tiro é certeiro, fita métrica
Bala perdida na cabeça do jovem negro e porrada na mulher empregada doméstica.
À minha esquerda a miopia, apatia, prepotência travestida de ideário:
“Luta de classes é burguesia versus proletariado”
Na ponta da língua, revolução russa, cubana
Mas, à míngua, dezenas de gays assassinados no final de semana
Então eu grito: vamos inverter o pensamento, mudar a órbita
A luta antirracista, antimachista e anti-homofóbica
Deve nortear a ação anticapitalista, esta deve ser a lógica
O Racismo, o Machismo e a Homofobia são ideologias de dominação
Sem as quais as elites capitalistas não controlariam a população
Maioria mulher e povo preto, destemido
Em Oxalá espero que esse recado seja entendido.


Sábado fez sol
























Sábado fez sol


Foi lindo.

Sábado, sol, calor

E você sorrindo.

Muita cerveja gelada.

Picanha na Brasa,

Salada.

E teu charme que transbordava.

Alguém disse que choveu e fez frio...

Loucura!

Tô com a marca da queimadura

No peito.

Ahhh preta linda...

Obrigado pelo dia quase perfeito.


A hora da Ave Mariana




















A Hora da Ave Mariana

E o relógio diz:

Já é amanhã!

E eu a espera da hora da Ave Maria

Caia logo, noite desse novo dia,

O último da semana.

Me leve ao encontro de Mariana...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DAS CRIANÇAS


DIA DAS CRIANÇAS

Minhas filhas,

Filhas do mundo:

Clara de Lourdes.

Ana Helena

Luanda Kamau

Que de repente surges,

sorridentes e pequenas

E me faz esquecer todo o mau

Que mundo é esse que herdas?

Perdoa o Pai

Que ajuda a fazer tantas merdas

Como um corpo que cai

Me ajoelho a vocês

És uma só no meu coração

as três

Clara, Ana e Lua

Faz de mim,

Sujeito do mundo, da noite e da rua

Feliz...

E pré-ocupado:

És de minha responsabilidade todas as crianças do mundo!

Sou comunista

E a cada filha, maior o compromisso com tudo.

Sou pai e pra mim

Todo dia é 12 de outubro.



Douglas Belchior
Professor de História e Sociologia da Rede Pública Estadual de SP
Facebook: Douglas Belchior

terça-feira, 11 de outubro de 2011
























Enviado por meu amigo e companheiro de luta Jaime Amparo Alves









terça-feira, 4 de outubro de 2011

Convite

Sarau "O que dizem os umbigos?!!"
15 de Outubro às 18h
Casa de Cultura do Itaim Paulista

Pollyana me convidou

E o buraco que da minha pança emana... aceitou.




















Convite de Pollyana

Adorei o convite

Ainda bem...que não é o meu umbigo quem decide!

Ele não se dá bem com as minhas pernas

Menos ainda com a cintura

Desde criança, pular, rodar... era tombo e tontura

Mas já na cabeça a vontade era grande

Ah...que linda preta... sorridente...dançante

E eu? Travado, recatado, canteado...

E um dia sonhei com a morte

Morte morrida e indolor, que sorte.

E na cama eterna, a frase forte:

"Aqui jaz Douglas Belchior

Menino bom, nada a reclamar,

Mas morreu triste
Por não saber dançar!"

Acordei assustado... quase mijado!

Que bom!

E no silenciado noturno, um gemido:

"Vamos lá sô! Tenho coisas pra dizer!"

Era meu umbigo:

"Quero fazer as pazes. Cansei de ficar de mau...

Vamos juntos, você e eu, lá no meu sarau"

Respondi: Tá bom!

domingo, 2 de outubro de 2011
























2 de outubro de 2011.


Fim das dores:

Gotas rubro-negras caem do céu...

E dos olhos tricolores.


Douglas Belchior